A Máquina Abstrata Monopolista da Virtude

O petismo ( e seu irmãozinho menor, o criptopetismo) funciona tal qual uma máquina abstrata, sua narrativa passa por uma sintonia fina de reproduções, desde o útero de grelo duro até os dedos que seguram o palanquim da passagem do rei pelos terrenos da mente.

A máquina abstrata que constrói essa visão de mundo — chamar a manobra política do outrém de golpe, acreditar-se o monopolista da virtude, espiralizado em autojustificativa — é composta de três aparatos básicos.

O primeiro é Luís Inácio Lula da Silva, nosso amado L.I.L.S. Assim como toda máquina demanda uma fonte de energia, L.I.L.S é o carvão, o urânio enriquecido, os restos de cadáveres demasiadamente comprimidos ao longo do tempo.

É tendo como substrato essa força, concentrada do capital político e simbólico, figura que no interior da máquina outorga a geração de energia, esse flogisto servirá de alimento para emissões diversas, mas nunca divergentes.

A convergência é o grande orgulho dessa máquina, seu objetivo é a cibernética total do sistema político, domínio perfeito do feedback negativo. L.I.L.S é alma do sistema tricotômico petista.

O segundo é o rosto, cabos telefônicos e comunicacionais diversos alimentam o rosto, fios de cobras que operacionalizam as emanações lulísticas, formações tentaculares emergem do interior da máquina e dão vida a pedra, infundem um carisma biônico em uma figura de amargura, é nesse momento que o rosto ganha rostidade, sua característica interacional com o meio, é o rosto que será banhado de reiki e óleos essenciais, o rosto, cada vez mais devastado pelas demandas de cavalgar o erro, abre sua bocarra para pronunciar (ou seria mediar) as palavras sagradas do coração energético do mundo.

O rosto viaja, brada, ameaça, mas o observador atento percebe seu vazio, é uma placa para encontrar o mundo, uma interface que já se percebe falha, mas que não pode deixar de ser e transmitir. Para que transmite o rosto? É possível dizer para quem?

O rosto fala para as antenas. São milhares, linhas e mais linhas espalhadas de maneira descentralizada, aqui a única descentralização possível é aquela que aspira o centralismo, todos os olhos se voltam para o Sol, a despeito de seu local no planeta terra. No entanto, não são antenas de recepção, como poderia dizer um interlocutor azedo sobre um véu de alienação, pelo contrário, são antenas de envio e repetição, querem fazer valer o sinal transmitido pelo rosto por toda terra, seus vestígios aparecem do dia para noite, onde não haviam cartazes, agora estão, coletivos articulam, rodas de conversa, a máquina abstrata do petismo favorece a circularidade, e por que? Porque o círculo parece por a todos em pé de igualdade, mas agindo para fechar suas fronteiras.

O círculo é um círculo mágico, tal qual o erigido para capturar demônios. L.I.L.S pronuncia os nomes dos demônios enlaçados por Salomão e tem a disposição da energia centenas de milhares de redes de contenção, nenhum demônio é mais do que todos nós juntos, fora cunha, fora temer.

Foto de Escola do Antares.
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