Transformação

por Sophia Losterh

Em todos os sonhos que tenho, em todas as coisas que quero, em tudo aquilo que penso e sinto, mora um instinto transformador inquieto que grita todos os dias.

Sofro de tantas doenças futuras que penso aonde está o meu presente na realidade em que vivo.

Neste ar catarrado dessa minha raça suja, de nós humanos de propósito vis, que só são feitos de água carne e puro puro ego.

As transformações batem em todos, batem em mim e perguntam quando terão uma chance. Quando são olhadas em conjunto e cada qual quer iluminar a sua parte, apenas a sua parte, apenas a si e as seus feitos diminutos.

As transformações não são sonhos que não se sonham sozinhos.  Oras que toda vontade é só, a força é só, porque do outro só se pode unir a solidão dele mesmo.

As maiores transformações virão de um. Cada um, isolado no meio da mesma multidão de idéias.  Cada um completamente só,  quebrando a cabeça e tendo dicas em contatos errantes com o que lhe é externo.

Só nos resta a nós desgraçados sermos fortes como pragas e persistir, aonde não há colegas e nem o som de um coro. Persistir como uma doença e nos permitir contagiar aos outros e a nós mesmos completamente.

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